PROGRAMA POEIRA ZERO NA MIRA DO TRIBUNAL DE CONTAS - LEIA!
Postada em 30 janeiro 2026, 07:57:00
Fonte/Texto: CRondonia
Fotos: Arquivo
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A suspeita é que R$ 85 milhões foram investidos com indícios de irregularidaes
A execução do programa Poeira Zero, implantado durante a gestão do ex-prefeito Isaú Raimundo da Fonseca, voltou a colocar Ji-Paraná no centro das atenções do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE), que realiza uma verdadeira devassa em todos os processos relacionados ao famigerado programa. Com valores que alcançam cerca de R$ 85 milhões, o ‘Poeira Zero’ passou a ser alvo de apurações aprofundadas diante de indícios de irregularidades, falhas de execução e possível prejuízo aos cofres públicos.
Diante do avanço das fiscalizações e da intensificação da devassa conduzida pelo órgão de controle, o atual prefeito Affonso Cândido acionou Fábio Gonçalves para subsidiar diretamente o Tribunal de Contas, fornecendo informações técnicas, análises documentais e achados processuais relacionados a todos os processos oriundos do Poeira Zero.
O ex-prefeito, Isaú Fonseca, novamente é questionado pelo TCE por supostas irregularidades na sua gestão (arquivo)
Experiência técnica a serviço do controle externo
A atuação de Fábio Gonçalves se destaca por sua vasta experiência técnica, marcada pelo profundo conhecimento de processos públicos, auditorias, análise de contratos, medições, pagamentos e fluxos administrativos complexos. Com perfil analítico e domínio da leitura processual, reúne histórico de trabalho voltado à identificação de inconsistências, organização de grandes volumes documentais e sistematização de achados técnicos.
Esse conjunto de conhecimentos permite otimizar o trabalho dos técnicos do TCE, reduzindo retrabalho, eliminando lacunas informacionais e dando maior celeridade à conclusão das apurações em curso.
Achados consolidados e aprofundamento das apurações
O trabalho desenvolvido envolve o fornecimento de achados técnicos consolidados de todos os processos vinculados ao programa Poeira Zero, permitindo que o Tribunal de Contas avance de forma objetiva sobre contratos firmados, aditivos, medições, pagamentos realizados e os resultados efetivos entregues à população.
O Poeira Zero, já tratado por muitos como famigerado, é apontado como responsável por prejuízos que podem alcançar centenas de milhões de reais ao longo dos anos, considerando não apenas os valores diretamente executados, mas também os impactos da má execução, retrabalho, danos estruturais e ineficiência administrativa.
Bastidores: pressão e movimentação jurídica
Informações recebidas pelo Comando 364 dão conta de que bancas de advogados ligadas às empresas investigadas já estariam no município de Ji-Paraná, em clima de polvorosa, acompanhando de perto a devassa promovida pelo Tribunal de Contas e os desdobramentos das análises em andamento.
A movimentação nos bastidores reforça a percepção de que o cerco institucional se estreita e de que as conclusões do TCE podem gerar impactos jurídicos relevantes para empresas e agentes públicos envolvidos no programa.
Avanço do TCE e possíveis responsabilizações
Com o reforço técnico nas informações encaminhadas, o Tribunal de Contas busca concluir a apuração dos fatos e avaliar a responsabilização do ex-prefeito Isaú Fonseca, de empresas contratadas e de outros agentes públicos envolvidos, conforme previsto na legislação que rege o controle externo da administração pública.
A atuação adotada pela atual gestão municipal sinaliza uma postura de cooperação institucional, transparência e compromisso com o esclarecimento definitivo dos fatos, permitindo que o órgão de controle exerça plenamente sua função constitucional.