As projeções da atividade econômica para esse ano de 2022, sinalizam para um crescimento de 2,76%. Número surpreendente porque desde 2014, à exceção do período pós-pandemia, é a primeira vez que o PIB ultrapassa a barreira dos 2%.  Segundo o economista Otto Nogami, os benefícios concedidos pelo governo, principalmente nesse período pré-eleitoral, foram fundamentais para dar uma aquecida na atividade econômica.  

“Inclusive a Pesquisa Mensal da Indústria tem apresentado altas sucessivas, com leve recuo nesse último mês de setembro. Essa é uma sinalização de que, apesar do setor de serviços e do setor de comércio estarem aquecidos, a indústria que aponta o acertador de bens e serviços já começa a apresentar um certo arrefecimento, já que os benefícios concedidos pelo governo, principalmente no período pré-eleitoral e aqueceram a atividade econômica, tem prazo de vencimento”, explica Nogami. A grande vantagem é a aproximando das festas de final de ano e da Black Friday.

Tudo isso acaba, de alguma maneira, impulsionando o comércio. Mas à medida que os benefícios fiscais começam a chegar próximo da sua data de vencimento, a vida volta à normalidade e todos esses indicadores que sinalizam um lado positivo tendem a cair comprometendo o nível da atividade econômica.  Tanto é que as projeções de mercado com relação ao PIB no ano de 2023 sinalizam para um crescimento de 0,7%, um patamar muito próximo daquilo que nós temos observado desde 2014. “E aí surge uma nova preocupação o que é que esse governo de transição vai preparar para atividade econômica? Qual o horizonte que o novo governo irá oferecer ao setor produtivo da economia?”, questiona Nogami.  

Assista: 

https://youtu.be/mG3yMqXY_HQ  

Fonte/Autor:

Assessoria