“A multa para este tipo de crime fica entre R$ 200 e 200 mil”

Moradores da região do bairro Dom Bosco no primeiro distrito de Ji-Paraná, estão reclamando do despejo de dejetos de fossas no principal córrego que ‘corta’ vários bairros e que desagua no rio Machado. Ontem, pela manhã uma moradora acionou a reportagem e mostrou a situação em um dos pontos do riacho, com grande quantidade de material afluente. Em outro local, já na rua Seis de Maio, no mesmo bairro, a água apresentava suspeita de contaminação. Ontem, a secretária de Meio Ambiente Kátia Casula informou já ter determinado a averiguação da situação.

Segundo a moradora que chamou a reportagem, pedindo para manter sua identidade em sigilo, disse que o fato já acontece há muito tempo e nenhuma providência é tomada pelas autoridades do setor. “Essa água está contaminada. Em decorrência dessa situação, já foi registrado pessoas com febre tifoide, doença esta já extinta. Nesse bairro, ainda se registra muita Dengue e até Hepatite já tem caso conhecido”, declarou a moradora.

Ela também lembrou que alguns pontos de buritizal estariam sendo destruídos em consequência desse problema. “A fedentina é muito forte, principalmente no período da noite. Algo precisa ser feito com urgência já que as principais vítimas desse descaso são as nossas crianças”, concluiu.

Outro lado

Após ouvir o reclame da moradora, bastante revoltada, a reportagem manteve contato, via telefone, com a titular da secretaria de Meio Ambiente (Semeia), Kátia Kasula, enviando a mesma as fotos feitas nos dois locais apontadas na denúncia.

A secretária informou  que este ano, uma comissão foi criada, composta por quatro fiscais representando as secretarias de Meio Ambiente, Regularização Fundiária, Vigilância Sanitária e Planejamento. O objetivo da referida comissão é justamente de fazer levantamento da situação dos córregos, terrenos baldios, esgoto e queimadas, em toda a região município, e que a mesma voltou ao cargo há apenas 30 dias.

“Vamos tomas todas às providências possíveis. O morador que for identificado praticando este tipo de crime, será imediatamente notificado, terá prazo para resolver a situação (construir fossa própria), e mesmo assim, em caso de não atender a notificação, o mesmo poderá ser multado com valores entre R$ 200 e R$ 200 mil”, afirmou.

Efluentes domésticos ou esgoto sanitário são os dejetos provenientes das diversas modalidades do uso da água em qualquer edificação que tenha banheiro, cozinha, lavanderia entre outros. O destino final dos efluentes domésticos são os rios, lagoas e mares, porém, se não tratados provocam poluição e mortandade dos peixes. O nitrogênio e o fósforo presentes nesses dejetos, quando em alta concentração, causam a proliferação de algas, prejudicando a respiração dos peixes, que morrem por asfixia, provocando sérios desequilíbrios ambientais.

Com o jornal,

Diário da Amazônia