A Comissão de Ética do Diretório Municipal Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de Ji-Paraná, decidiu esta semana ‘expulsar’ dois dos três vereadores reeleitos pela legenda nas eleições municipais de 2016. Os vereadores ‘banidos’ do partido foram Josiel Carlos de Brito e Joaquim Teixeira.

O motivo da decisão, por unanimidade, teria sido a prática de ato de infidelidade partidária, durante a votação do processo eleitoral da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Joaquim Teixeira disse que irá recorrer da decisão, e Josiel Carlos de Brito também recorrerá, e ainda afirmou que “o ato é uma sacanagem do vereador e presidente da legenda local”, Edilson Vieira.

O Diário manteve contato com os evolvidos, sendo o primeiro deles, o presidente do MDB, Edilson Vieira. Ele disse que a denúncia da prática de Infidelidade Partidária foi feita pelo filiado Alexandre Fernandes no dia 20 de novembro de 2018, através de requerimento pedindo ao presidente que levasse o caso para a Comissão de Ética tomar as devidas providências, em decorrência do comportamento durante o período de processo da eleição da Mesa Diretora, no qual os dois votaram contra o partido resultando na derrota da chapa encabeçada por Edilson Vieira, por um voto.

Ainda de acordo com o presidente da legenda, o pedido para a comissão foi encaminhado no dia 21 de novembro. A comissão é formada por cinco filiados, sendo um presidente, vice, secretário relator e dois membros. Após oportunizar o amplo Direito de Defesa aos dois vereadores, ouvidas outras pessoas e juntada documentação, Joaquim Teixeira e Josiel Carlos de Brito foram considerados culpados por unanimidade. O resultado foi publicado e informado o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Diretório Estadual e os citados vereadores citados. “Os dois vereadores ainda podem recorrer da decisão ao Diretório Estadual do partido”, lembrou Edilson Vieira.

No terceiro mandato de vereador, Joziel Carlos de Brito foi expulso do MDB

Outro lado
À reportagem, Joaquim Teixeira disse ter ficado surpreso com a decisão da comissão. “Eles querem alegar infidelidade, isso não aconteceu, pois, eu, já era vice na chapa nas duas legislaturas, O vereador Edilson Vieira queria ser presidente, sem ter condições de assumir o cargo” e concluiu: “A comissão de Ética deveria mandar o resultado da apuração à Assembleia do Diretório”.

Também ouvido pela reportagem, Josiel Brito disse que Edilson Vieira não ficou satisfeito com o resultado da eleição da Mesa Diretoria, e concordou com Joaquim Teixeira que a palavra final deveria ser com o diretório municipal (assembleia geral). Ele também informou já ter entrado em contato com o presidente estadual do MBD, Tomaz Correia, e o seu advogado enviará a Executiva Municipal, com cópia para a Estadual. “Não me considero expulso, a decisão deveria ser por colegiado e não grupo de assessores do presidente do partido, estamos sendo perseguidos pelo presidente, e tudo que foi feito, se tornará sem efeito. Isso foi uma sacanagem com nós”, encerrou.

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Diário da Amazônia