A Frente Parlamentar em Prol da Luta Contra o Câncer, sob a presidência da deputada federal Silvia Cristina (PDT), promoveu na manhã desta quarta-feira (5) um café da manhã para falar sobre a Radioterapia no Brasil, na Câmara Federal. O encontro contou com a presença do presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia no Brasil (SBRT), Dr. Arthur Rosa, do médico radio-oncologista e professor da Universidade Mcgill do Canadá, Dr. Fabio Curi e parlamentares. “A radioterapia é muito importante, pois tem o objetivo de curar uma enfermidade que esteja presente ou evitar o seu reaparecimento após uma cirurgia, além de poder ser utilizada para controlar sintomas caudados pela doença”, informou Silvia Cristina (PDT). 
A SBRT estima que 5 mil pessoas morrem todo ano no País em decorrência do déficit nesta área, considerando apenas os cinco tipos de câncer com maior incidência.
Segundo Dr. Fábio, radioterapia, ao lado da cirurgia e da terapia sistêmica, faz parte do tripé do tratamento oncológico. É uma modalidade que, com a incorporação de novas tecnologias que permitem determinar com precisão o local do tumor e a quantidade da dose de radiação, evoluiu muito nas últimas décadas
Considera ainda, que o hipofracionamento, método que consiste em aplicar com frações mais altas de radiação por sessão comparada ao método convencional, tornou tratamento mais rápido e ainda preserva os resultados terapêuticos. “No caso de câncer de próstata, por exemplo, em que a técnica está mais consolidada, é possível diminuir o período de tratamento em cerca de 50%”, ressalta.
Para Sílvia Cristina o encontro foi proveitoso, esclarecedor e alcançou o objetivo pretendido. A deputada, que já passou pelo tratamento de um câncer de mama, no Espírito Santo, relatou que, à época, só havia uma máquina de radioterapia e ficava mais quebrada do que funcionava. “Algumas pessoas ficaram pelo caminho, mas eu sobrevivi”.

A parlamentar assinala ainda, que, atualmente, pacientes com câncer atendidos pelo SUS enfrentam longas filas de espera e muitos precisam ir a outras cidades para receber o tratamento por não haver salas de radioterapia suficientes para suprir a demanda no país. (Com informações da Ascom Lid./PDT).

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Assessoria