Desde o último dia primeiro o nível do Rio Machado vem registrando baixa, quase que diariamente. A constatação está nos boletins de leitura diária, anotados pelo responsável da medição, Lucenir Saldanha que encaminha para a Agência Nacional de Águas (ANA). Na tarde do dia primeiro (domingo) a régua apresentava 6,94cm tendo no mesmo dia diminuído em dois centímetros. Uma das calças, ou a principal delas, é a forte falta de chuvas nos últimos dois meses. A tendência, segundo Saldanha é que o nível, muito possivelmente, este ano, fique abaixo no nível considerado limite, 6,28/cm. 

No começo deste mês o Rio Machado registrava 6,96/cm considerado nível normal, mais já chamando atenção de quem trafega em seu leito, já que se trata de um rio com muitas pedras e os chamados poços. Nesta sexta-feira, a régua marcava 6,69, registrando queda de 38/cm em seu nível dentro do perímetro urbano de Ji-Paraná. O nível considerado limite, segundo o Corpo de Bombeiros e órgãos ligados à área é de 6,28/cm, ou seja, o nível está em 0,41/cm desse limite.

Segundo Lucenir Saldanha, caso a seca continue por mais dois meses, agosto e setembro, certamente, o nível do ficará sim abaixo desse limite. “Há muitos anos o Rio Machado não tem seu nível baixando tão rapidamente como em 2018, e ainda tempos, ao mesmo dois ou três meses de seca, que nos deixa ainda mais preocupado”, declarou.

 

Alerta

Em contato com o comandante do 2º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM), José Aparecido (Dos Santos), o mesmo pediu muita atenção aos ribeirinhos que residência as margens do Machado e que usam o mesmo como transporte. Segundo ele, todos que usam suas embarcações, sejam elas de qualquer porte, devem usar os equipamentos obrigatórios de segurança, entre os quais, o Colete Salva-Vidas. Outro alerta é direcionado para as pessoas que costumam passar finais de semanas ás margens do rio. Procurar evitar o máximo o consumo de bebidas alcoólicas. “Mesmo com o nível do Rio Machado bastante baixo, não é aconselhável ariscar tomar banho em pontos que a pessoa não conhece bem. Neste período, também acontecem casos de afogamento”, concluiu.

Com o jornal,

Diário da Amazônia